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Capítulo 93 - Le Gran Finalle (?)

23, 24 e 25 (de Sentis, Cresta e Vives) de Lucitta de 5.571
Em Armenincus, Carwin, Pirraça e Aaron se encontram com o Rei Ragnar e sua corte, enquanto Kon Kon explora Armeninka. Ela visita a cozinha do Palácio coletando ingredientes para suas receitas, e acaba encontrando Orquestra Cave, uma Bibliotecária Real de Armenincus, que pede para entregar para Carwin um documento antigo, que contém informações sobre os Décars. Um youkai vai até a sala do trono, onde entrega para o anão o documento importante.
O grupo então se prepara para partir, juntamente com Galinha. Aaron coleta flores dos jardins da Armeninka, e Carwin conta com a ajuda dos anões ferreiros de Armenincus para obter novas balas para sua pistola. Pirraça faz suas pirraçadas pelo Palácio, e Kon Kon consegue cogumelos e temperos especiais. O Rei Ragnar tenta partir para uma nova aventura, mas seus irmãos o escolhido, e permite apenas que ele vá até o Sino dos Duendes, a Nordeste do Palácio.
No Sino dos Duendes, são recebidos por idosos de duendes armenincano que festejam a volta de Pirraça, mas este mais uma vez se despede e logo parte com o grupo para a aventura. Ragnar então tem que lidar com as cobranças de seus pequenos súditos florestais.
Com a graça que foi dada pelo Mago Balthus, Integrante Supremo da Irmandade Tritia e Senhor do Tempo, o grupo (e a Galinha, que estava com eles) retorna ao Sino de Federard, por onde requerido fugido para o Segundo Mundo. A Galinha se desvincula deles e volta para a Floresta dos Faunos, buscando rastros do Mago Coelho Quankt ou dos outros animais da floresta.
O grupo caminha por algumas horas até a casa de Quankt, mas quando chegam a planície brejeira, percebem que a Árvore-Casa fora destruída, e todo o apresentava sinais de incineração. Eles adentram as ruínas, e percebem que o fogo consumiu a biblioteca ea maioria dos pertences do mago-coelho.
Em frente a casa, percebem os restos do cajado do mago fincado no chão, e tentam retirá-lo. Após muito esforço, o resto de cajado é desenterrado e revela uma esfera de cristal negra, com três pares de pontos brilhantes dentro de si. Quando estavam examinando as ruínas, veem Feng, o Feiticeiro-Rato, se aproximando pelos ares. O grupo se esconde: Kon Kon sobe pela chaminé, Carwin vai para o banheiro, Aaron e Pirraça para as estantes caídas. Feng começa a revistar os restos da casa e acaba encontrando Carwin. Inicia-se uma batalha na qual Feng consegue vantagem, mas Kon Kon faz a chaminé desabar sobre ele, dando tempo de todos fugirem.
Partem para a Ponte sobre o Rio dos Seixos Brancos, em direção ao Bosque dos Trevos, onde morreram os Irmãos Croft. Atravessam-na ao anoitecer, e decidem acampar nas matas próximas a Floresta dos Trevos. Carwin mata um Javali, e Kon Kon acende a fogueira. Aaron prepara a comida e Pirraça, o pousio.
Na manhã seguinte, antes de seguir para o Teatro Meia Lua, o grupo decide executar o ritual de criação de uma Árvore-Casa, na tentativa de proteger seus tesouro e criar um lugar para ficar. Eles viajam guiados pela Youkai até as proximidades do Lago Hookscon, onde Carwin executa o rito usando o Cajado do Mago-Galo Duley.
Passam então o dia tomando posse da casa, dividindo e arrumando os cômodos, escondendo seus tesouros e se preparando para a expedição ao Palácio. Eles decidem realizar o Ritual da Dança da Chuva de Tzed, para fazer causar uma forte onda de calor no dia seguinte. Isso faria com que a região do Teatro tivesse seu nível hídrico rebaixado, possibilitando visitação às galerias subterrâneas constantemente alagadas pelas chuvas. A dança é feita com muito esforço e sucesso, mas só teria efeito no dia seguinte. O grupo discute a utilidade da esfera negra que encontraram na casa de Quankt, Pirraça e Aaron acabam debatendo e quebrando a esfera. De dentro dela, Watery,Windy e Fery, os gatos arcanos de Illow, o Sorridente, são libertos. Eles contam que não sabem o que houve com Quankt, mas foram aprisionados para serem protegidos das maldades de Feng. Aaron cuidam dos seus ferimentos, e Pirraça toca uma canção de cura para reabilitá-los. Pouco depois, eles agradecem e se despedem, dizendo que iriam retornar para Illow, e convidam o grupo para uma futura visita.
Na manhã do outro dia, um céu limpo e um sol forte se apresentavam sobre a região. Carwin sai para vistoriar as proximidades, e encontra Ludovic Label e Antoniette Calarrock, que debocham de sua aparente má situação. Eles dizem que os guardas se aproximam para vistoriar a estranha casa-árvore que surgiu da noite para o dia. Carwin volta e avisa a todos, que evacuam o lugar. Quando saem da árvore, a porta se sela, e todos partem para o teatro imediatamente.
Chegaram ao Teatro poucas horas depois. Ao se aproximar da construção pela entrada sul, encontram o corpo da sereia Liandre, que fora atacada e morta pelos Décars na primeira expedição, com Sebastian Barka. Carwin a reconhece e recupera seus brincos de esmeralda. Usando seu martelo mágico, Carwin parte a viga de barreira que prendia a porta. Eles usam o corpo de Liandre como pode expiatório para descobrir possíveis monstros e criaturas escondidas, e quando encontram, Kon Kon usa seu Fogo de Raposa para incinerar vermes e pequenas criaturas peçonhentas.
Com muita perícia e furtivamente, Aaron prepara um plano que envolvia esperar o nível da água tóxica rebaixar-se, e descer pelos fundos do palco do Grande Salão. Durante a descida, eles percebem a aproximação de Décars, e conseguem se esquivar pelas escadarias. Quando chegaram até o palco, percebem uma grande fenda dimensional por onde os Décars enviavam as almas para a Dimensão do Esquecimento. A água ácida e tóxica extremamente letal dificultou a passagem pelo portal, ainda mais porque Carwin acabou ficando para trás, perdendo seu Escudo Áureo de Dapan, e parte de seus itens, para os centenas de milhares de Décars que atacaram e dilaceraram parte de seu corpo.
No vazio da dimensão do esquecimento, após flutuarem por alguns momentos, se aproximam da Nebulosa de Descartia. Kon Kon, usando o Colar da Rainha Lúnelly de Oblivice, consegue chamar a atenção da cantante Cavaleira. Inicia-se uma batalha para que Descartia olhasse para o Espelho da Alma e encarasse seu próprio reflexo, mas o tamanho colossal da Cavaleira tornava a missão quase impossível. Pirraça tentou produzir a música de Descartia, mas falhou miseravelmente e foi devorado. Em seguida, Aaron se aproximou de seu rosto com o espelho, gritando para chamar sua atenção, e embora tenha conseguido, o espelho acabou caindo de sua mão e ele também foi devorado.
Carwin deslizou até o espelho e tentou de várias maneiras fazer a Cavaleira observá-lo, mas também falhou. Quando foi devorado, o espelho se partiu. Kon Kon, como última sobrevivente, usou o poder do Colar de Oblivice para conversar diretamente com a Cavaleira e se fazer ouvir, de modo que foi pega, e segundos antes de ser devorada, fez Descartia observar seu próprio reflexo nos restos do Espelho das Almas, que havia se regenerado.
O Espelho chocou Descartia e causou um efeito muito maior do que o esperado. Confrontadas com a verdadeira essência, (seu passado como cantora, a tragédia que compunha sua vida e sua consequente condecoração), a consciência e a alma entraram em conflito (a elfa e a entidade), uma questionando uma a existência da outra. A criatura passou a decompor e destruir sua própria existência, renegando sua configuração amaldiçoada e o decreto do destino que a aprisionaria na condição demoníaca para sempre. Parte de sua existência iniciou um processo de autodestruição significativo afim de corromper o rito de Condecoração, quebrando o poder da própria criatura.
A forte cisão, juntamente com a maldição do Espelho, começou a selá-la imediatamente. Descartia se transformou em uma grande estátua de pedra e passou a diminuir de tamanho, criando uma grande corrente gravitacional giratória. Kon Kon foi atirada pelo vórtice e acabou na entrada do sul do Teatro. O vórtice se fechou, e em seu último lampejo luminoso, o Eugi da Cavaleira pairou sobre a cabeça da Youkai descendo até sua mão. O barulho, a gritaria, a música, as vozes e os horrorosos gemidos de dor foram substituídos pelo som da floresta em redor, e a completa paz finalmente concedida ao local amaldiçoado.
Emocionada, Kon Kon segurou o Eugi em suas mãos, sem saber direito o que fazer nem para onde ir, já que perdera seus amigos. Mas a paz que suas ações desencadearam invocou para sua presença a Guardiã da Paz, Yuka, que veio verificar a situação do Thertio Moundo a pedido dos outros guardiões. Yuka vê Kon Kon emocionada, e a indaga o motivo de sua tristeza. Ela conta para Yuka o que houve e mostra o Eugi. Yuka diz que não pode ajudar em muita coisa, mas se oferece para acompanhar Kon Kon em uma prece à Celestine, para poupar a alma dos amigos presos no Eugi com Descartia.
A Prece Celestina é um sucesso, e os anjos de Celestine conseguem extrair as almas de Carwin, Aaron e Pirraça do Eugi. Seus itens também são resgatados, em um caso de extraordinária sorte. Herdeira da paz e dos itens de seus amigos, Kon Kon agora tem a companhia da Guardiã Yuka e a decisão de qual caminho seguir, de agora em diante. Ela é agora a única que sabe sobre todos e todas que morreram na missão de selamento da Cavaleira, como o monge Kataranagi Rukarin, o anão Carwin, a sereia Liandre, a pequena Sempi, o persuasivo Aaron, o Drow Umbra, o mago Coelho Quankt e o mecenas da missão, Sebastian Barka. Alguns foram elevados à Civitas Angelorum, outros, desaparecerão para sempre no esquecimento.
Quando Descartia foi selada, uma estatua surgiu no Teatro Meia Lua. Seu corpo e alma foram dissociados, cisão provocada pelo Espelho, que coni o aprisionamento definitivo de sua mente. Seu corpo materializou uma estatua branca de mármore, como os dois braços apertos, posicionada de modo à sempre olhar para Lua, como se estivesse entoando uma eterna canção de amor. O Eugi de Descartia, diferente de seus eugis falsos, não poderia ser quebrado ou simplesmente destrancado, pois seu selamento foi mais do que completo, e sua existência, banida.
Longe dali, na Baía de Nuzir, observando o horizonte poente em um navio veleiro de pescadores tribais, Linda Lace derramava sua última lágrima antes de se tornar uma estatua dourada, sorrindo para o Sol.

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