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Guerras da Conquista

O Grande Expurgo, para os humanos de Centúria conhecido como Guerras da Conquista, é uma série de batalhas que sucederam as primeiras rebeliões humanas no fim dos Anos do Caos. Este episódio durou doze anos e representou o fim dos três impérios élficos que existiam em Centúria até então, o que lentamente levou também à extinção destes elfos ou miscigenação deles com os humanos.   Diferentemente dos elfos de Nuncavisto, os elfos de Centúria não eram imortais. Isso provou-se determinante no apagamento da espécie, após a subjugação dos poucos que sobreviveram o massacre. O Império de Ernas foi o único não inteiramente destruído por humanos, visto que em uma de suas cidades - Alessia - os humanos eram tratados como iguais. Isso levou ao florescimento da cultura Luari, de fortes raízes élficas e grande presença meio-elfa.   Batalhas paralelas, não relacionadas às rebeliões humanas, também agilizaram o processo de implosão dos impérios élficos. O conflito entre os anões dumarte de Varag Thur com os Elfos de Ernas, por exemplo, enfraqueceram a posição élfica quando esta teve de lidar com as primeiras revoltas no centro do continente.

The Conflict

Prelude

Por séculos os elfos centurianos dominaram os humanos, aproveitam-se da falta de organização destes últimos e da superioridade arcana de que dispunham, principalmente através dos Rituais de Magias Superiores (posteriormente banidos após a Passagem de Antares). Estes elfos se organizavam em três grandes impérios: O Império de Ernas, onde os elfos viviam em harmonia com os nibaneses; o Império de Linea, onde os elfos sangrentos escravizavam humanos e outras raças não élficas e o Império de Allyria, dos elfos eladrinos que posteriormente fugiriam para a Feywild.   Em Allyria a escravidão de humanos não era questionada, enquanto em Linea, era incentivada. Assim, só em Ernas havia um semblante de igualdade, ainda que banhada em preconceito e racismo. A única exceção era Alessia. Ninguém sabe ao certo quem liderou a primeira rebelião, mas sabe-se que ela ocorreu na atual Nádia.

Deployment

A primeira rebelião iniciou-se em Nádia, quando servos de Colovir Belzaridum, o Rei Sangrento, degolaram o monarca e o esquartejaram, bem como a seus filhos e esposas, após subjugarem seus guardas. A supremacia élfica era tamanha que sequer passava pela cabeça dos arrogantes elfos a possibilidade de uma rebelião ou qualquer sentimento de resistência por parte dos humanos, que tinham acesso a seus mestres com segurança mínima. A família imperial dos elfos sangrentos teve seus pedaços jogados pela torre secundária do Salão dos Reis, na base de Vasselheim. Assim que os humanos que andavam nas ruas viram os pedaços de seus mestres supremos caírem na rua, uma frenética rebelião instaurou-se e só foi subjugada completamente 2 dias depois, com o extermínio de 2/3 da população humana.   Os elfos de Nádia haviam reconquistado o controle da cidade, mas os boatos espalharam-se. Quando outras cidades subordinadas à capital do Império de Linea esboçaram sua intenção em executar humanos como uma demonstração de poder e terror, outras rebeliões, em simultâneo, ocorreram. Não tardou até que os humanos, mais numerosos, finalmente pudessem conquistar por completo uma cidade. Eles se armaram melhor, se equiparam melhor e, finalmente, deram início a campanhas contra os elfos de Linea, que terminaram com a conquista de Nádia, episódio em que Alyfa Uriel, grande líder fierardi, conquistou a cidade após um cerco de quase seis meses.   Inspirados pelo exemplo dos fierardi, humanos de todo o continente tomaram em armas contra seus mestres, de forma mais ou menos organizada. Após um breve momento de reorganização, o agora Reino Nadiano pôs-se a auxiliar estas rebeliões, atacando o Império de Ernas e, posteriormente, de Allyria. Foi uma marca destas batalhas que grupos não necessariamente relacionados de humanos auxiliassem uns aos outros de forma imprevisível, tornando as batalhas ainda mais difíceis para os elfos. Eventualmente as grandes cidades estavam conquistadas e os Impérios desmontados; os únicos elfos restantes estavam escravizados e os livres eram parte de Alessia, que absteve-se de qualquer conflito exceto o próprio, interno, que teve entre os proto-luari e os nibaneses.

Battlefield

Os campos de batalha foram os mais diversos. Na fase inicial do Expurgo, as ruas das cidades eram os campos, com pequenas rebeliões sendo suprimidas em corredores e casas desgovernadas. Isso logo escalou para motins completos e, posteriormente, organização de corpos militares humanos, liderados inicialmente por lordes de batalha Fierardi. Dois famosos campos de batalha são os Campos Vermelhos (em território eraliano) e as Veias de Sal (em território nadiano).

Outcome

A economia destruiu-se e a cultura élfica entrou em rápido declínio. Mesmo nos anos iniciais pós-expurgo, tornou-se difícil ver um elfo. As recém-fundadas organizações humanas falharam em se organizar em um único grupo, fragmentados pela crise econômica que se instaurava. Por anos, a escravidão era o sistema que fazia as cidades funcionarem; buscava-se formas de mantê-las funcionando, mas não havia elfos o bastante e anos seriam necessários para fazê-lo sem recorrer à escravidão como seus mestres.

Aftermath

Durante as décadas seguintes, elfos foram sistematicamente caçados dentro do continente, levando-os à eventual extinção declarada cerca de dez anos após a queda das últimas cidades élficas. Alessia foi discriminada e excluída por integrar os elfos à sua cultura. Nas guerras que se sucederam, a cidade acabou por conquistar outros assentamentos (anteriormente élficos) e novos assentamentos humanos, dando origem ao Reino de Alessia que, posteriormente, se tornaria o Império com o florescer da cultura Luari.   As linhagens Fierardi danesas e austrinas falharam em se unir num único reino. Recorrendo à escravidão dos elfos sangrentos que sobreviveram o Expurgo, passaram a atacar uns aos outros na tentativa de tomar aquilo que não conseguiam produzir, graças à adoção do mesmo sistema falho de seus antigos mestres.   Regiões antes férteis, forçadas a se tornarem campos de batalha sangrentos e catastróficos, acabaram por não voltar a serem aproveitáveis, o que gerou uma severa crise econômica e agrícola no continente. Ao mesmo tempo, a ausência da vanguarda arcana que os elfos representavam levou a uma série de problemas de saúde que dizimaram boa população humana, como a Peste Aflita.   Em Allyria, os humanos tomaram para si os segredos da magia élfica e fundaram uma magocracia que se tornaria a maior potência arcana do continente, até sua eventual destruição durante a Primeira e Segunda Divergência. Icathia, a capital dos elfos eladrinos, foi quase completamente reconstruída após sua destruição no episódio de sua conquista e passou a guardar o Olho de Icathia, artefato élfico essencial para magias de nível superior ao décimo.

Historical Significance

Legacy

Os elfos centurianos foram completamente extintos, seus sobreviventes falhando em manter herdeiros de sangue puro. Sua cultura, quando não completamente destruída, foi subjugada à humana. A única exceção foram os Luari, que a integraram harmoniosamente à própria cultura. As cidades élficas foram, em sua maioria, completamente destruídas, fazendo com que os segredos de sua arquitetura fossem esquecidos. Exemplos raros desta arquitetura são vistos em Nádia e em Astrea, ou nas ruínas ainda encontradas em algumas regiões do Império.   O sangue élfico lentamente sumiu nas linhagens humanas, até se tornar quase completamente imperceptível. Isso gerou o debate moderno acerca da natureza humana no continente: são humanos de fato ou meio-elfos? Tantas gerações se passaram sem um único elfo visto que o povo comum chegou a esquecer que eles existiam, até que os primeiros elfos de Nuncavisto passaram a ocasionalmente vir para o continente, nas décadas iniciais da Primeira Era. Esse esquecimento só seria parcialmente revisitado quando os elfos de Nuncavisto regressaram às pressas para sua terra-natal, em 944 EE (1 da 3E).   A destruição dos impérios élficos pavimentou o caminho para a organização humana em uma entidade maior, o que só viria a acontecer em 17 da 1E, com a fundação do Império de Ceres.

Conflict Type
War
Battlefield Type
Land
Start Date
3231 AC
Ending Date
3243 AC
Conflict Result
Os humanos tornaram-se a força dominante em Centúria e a cultura élfica do continente entrou em rápido declínio, sendo destruída.
Location
Centúria

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