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Panteão Ceriano

Os deuses apoteóticos cultuados em Ceres

O Panteão Ceriano, às vezes arrogantemente referido como o Panteão Centuriano, diz respeito ao círculo de divindades apoteóticas que, dentro do mythos religioso do Império de Ceres, é fundante ou essencial. Salvo raríssimas exceções, seus deuses estão localizados nos Planos Divinos.   Tal como é o caso com deuses apoteóticos, estas não são necessariamente as únicas e mais poderosas entidades divinas de Ilienel, mas compreendem, de fato, a deuses que ocupam aspectos importantes do plano material, todos senhores de domínios maiores. Não seria absurdo dizer que o Panteão Ceriano controla a maior parte da lógica de Ilienel, sendo seu panteão mais importante. Ele não corresponde, entretanto, às crenças de todos os centurianos.   Os membros deste panteão, unidos a outros deuses apoteóticos, foram os responsáveis pela criação do Portão Divino que, fatalmente, serviria de prisão para todos eles nos Planos Divinos. Acidentalmente, eles trancaram também vários outros deuses de vários outros mundos, agora também impedidos de visitar o Plano Material.

Structure

Domínios maiores

Os deuses apoteóticos deste panteão não têm nenhuma ligação direta com os deuses primordiais que criaram o continente. Em alguns casos, eram, entretanto, mortais que cultuavam um dos antigos deuses primordiais. Após a Segunda Divergência, estes deuses perceberam que sua presença no Plano Material gerava uma série de problemas para a lógica daquele mundo, o que foi reforçado pela traição de vários deuses apoteóticos que manipularam guerras e conflitos em Ilienel. Abaixo estão os dez deuses do Panteão Ceriano:
 

Nora, a lua pálida e Selune, a presença quieta

As irmãs-luas ascenderam no começo da Era das Estrelas, após uma barganha com uma antiga feiticeira. Originalmente uma só pessoa, estas irmãs tomaram lados diferentes do princípio da humanidade, manifestando o novo significado de mortalidade para o Plano Material. Elas representam o conflito, a fragmentação e complexidade do Eu.   São frequentemente associadas à divinações e, mais sutilmente, à morte. Regem todos os aspectos da vida de um indivíduo e são as deusas mais populares de Centúria, devido em especial aos Luari.   Aspectos: Memória, Oculto e Mistério (Selune), Clareza, Passagem e Destino (Nora).
 

Mãe dos Corvos

Uma antiga e poderosa feiticeira que barganhou o domínio sobre a morte. A Mãe dos Corvos é uma entidade gentil, a seu modo. Ela detesta que tentem alterar a ordem natural da vida e ama aqueles que abraçam seu destino com resolução. Seu nome há muito foi perdido na história, e poucas vezes ela buscou manifestar-se de forma física. Foi ela quem primeiro sugeriu a criação do Portão Divino.   A única divindade quase tão cultuada quanto Nora e Selune, mas raramente por amor. O culto à Mãe dos Corvos é pautado no respeito pela morte. Muitos a temem, e só por fazê-lo já ganham o desinteresse da deusa. Outros a desafiam, tornando-se lichs e semelhantes. Estes recebem toda sua fúria.   Aspectos: Vida e Morte, Imortalidade e Mortalidade.
 

Ignis, Rainha do Fogo e da Civilização

Ignis encontrou o que restara da antiga chama do fogo divino e a dividiu com todos que pôde em sua vida. No mundo de escuridão e frieza que se instaurava após o Romper dos Céus, esta deusa trouxe comunhão e cooperação para a humanidade. Segundo dizem os mitos, foi sob sua influência que os povos voltaram a se reorganizar em sociedade.   Uma deusa popular, extensivamente referida e cultuada. Famílias agradecem por estarem unidas em seu nome, e aventureiros clamam por seu calor nas cavernas escuras que desbravam.   Aspectos: Fogo, Calor, Comunhão e Civilização.
 

Sarenrae, a sempre-luminosa

Numa série de eventos até hoje nebulosos, um indivíduo encontro o Coração de Cídia, resquício da presença de Al'Cair-Sidur, deus primordial, em Ilienel. Tal indivíduo ascende à divindade, regendo toda a luz e tudo que há de radiante.   Sarenrae é muito popular entre fazendeiros, curandeiros e aqueles que se arrependeram de um caminho de maldade. Muitos campeões e heróis lutam em seu nome. Em tempos difíceis, é por sua bênção que os mais desesperados pedem. Está associada à Rainha dos Corvos no que diz respeito aos domínios da morte.   Aspectos: Luz, Honestidade, Cura, Redenção.
 

Hodor, Senhor das Passagens

Um antigo viajante que vagou por todo o mundo em busca de um filho perdido. Hodor ascendeu à divindade alçado por Nora e Selune, o que não é de todo raro. Ele divide sua divindade com vários deuses menores que regem os mais diferenças aspectos dos caminhos que uma vida pode possuir ou levar.   Sempre que um deus-menor ligado a um desses aspectos é cultuado - Fharlanghn, por exemplo - Hodor é cultuado por tabela. Isso faz dele um deus popular, mas de poder limitado, o que não parece incomodá-lo de maneira alguma. Ele forjou os princípios do Portão Divino com as próprias mãos.   Aspectos: Portas, Portais, Caminhos, Passagens, Horizontes e Viagens.
 

Ionia, amante do saber

Tendo descoberto segredos proibidos sobre o mundo, o multiverso e a existência, Ionia ascendeu à divindade. Segundo alguns mitos, ela é amante de Nora e Selune. Segundo outros, é filha direta de Historia. As luas-irmãs concederam à ela o domínio das profecias e a percepção completa do que é a vida e a condição mortal.   Não tão popular quanto deveria, Ionia é mais querida por arcanistas, estudiosos e os arquivistas e monges do Monastério Iliric. Os Luari costumam cultuá-la ocasionalmente em paralelo às irmãs-luas, quando lidando com profecias e destino. Ela foi gravemente ferida nos conflitos paralelos à Primeira e Segunda Divergência.   Aspectos: Conhecimento, Habilidade, Ensino e Profecia.
 

Mythra, a consciência da magia

Quando um poderoso mago tentou interferir em Mytharia para dela extrair um grande poder arcano, gerou um evento conhecido como "Passagem de Antares". Como um sistema de defesa, Mythra, a própria magia, ganhou consciência, mudando completamente a forma como a magia funcionava no Plano Material. Alguns dizem que esta deusa é um eco, um pedaço da consciência da antiga deusa primordial.   Pouquíssimos cultuam essa deusa conscientemente, mas todo aquele que usa um truque ou uma magia está o fazendo sem perceber. Mythra é a própria magia. É a magia dada uma consciência; ascendeu não a partir de um indivíduo, mas como reflexo do multiverso contra sua manipulação.   Aspectos: Magia, Arcanismo, Mytharia.
 

Alaya, a consciência do mundo

Alayah surgiu quando as raças mortais estavam mais desesperadas, em paralelo à criação de Mythra. Enquanto as ilhas arcanas caíam dos céus durante a Passagem de Antares, Alaya respondia dando poder e conhecimento àqueles que poderiam recuperar a civilização. Às vezes, investia de poder indivíduos particulares - heróis anônimos ou não - para que parassem uma grande crise ou evitassem um enorme cataclismo.   Também são poucos os que cultuam Alaya, o que limita seu poder. Ela se torna mais forte quando os povos de Centúria clamam desesperados por seu nome. É quando é precisa que se torna uma verdadeira deidade. Está, entretanto, sempre trabalhando, independente de quanto poder possua. Sempre preservando a lógica e a história dessas civilizações - no passado, no presente e no futuro. Muitos cogitam que essa seja a manifestação do que sobrou da divindade de Historia.   Aspectos: Sobrevivência das Raças Mortais.
 

Al'tur, lorde das guerras e da paz

Al'tur Calimar era um seguidor de Sarenrae que revoltou-se quando o suposto sacrifício de sua deusa não foi suficiente para parar o grande conflito entre o Império de Ceres e o Principado de Leriones. Ele efetuou um antigo e longo ritual para perguntar diretamente aos deuses o motivo pelo qual não interferiam no plano material, como sua deusa tentara fazer. Os deuses, por sua vez, deram a ele um Decreto Divino: ele se tornaria um deus vivo se pudesse parar ele mesmo a guerra entre as nações. Ele foi bem-sucedido.   Foi como punição pelos métodos que usou para encerrar a guerra que Al'tur acabou por assumir também o aspecto daquilo que mais detestava: a guerra, o conflito e a desonra. É o mais trágico dos deuses centurianos.   Aspectos: Guerra e Paz, Honra e Desonra.
 

Edália, a mãe-druida

Antiga seguidora de Tai'rad, Edália ascendeu à divindade motivada por um desejo incontrolável de proteger a natureza e as terras dadas às raças mortais pelos deuses primordiais. Ela era uma druida da Grande-Floresta de Juhal, e só recentemente começou a se tornar popular dentro do culto imperial.   Edália é cultuada por quase todo druida de Centúria. Dizem por aí que a própria Deusa manifesta-se como pode no plano material, apenas para abençoar um druida que aceita os votos de seu círcul - um esforço que a faz perpetuamente exausta, mesmo que a manifestação se dê não-fisicamente.   Aspectos: Natureza, Fertilidade, Animais e Rios.
 

Domínios menores

Estes deuses geralmente assumem um ou dois aspectos menores da rotina mortal, e possuem um número limitado de seguidores. Mesmo os deuses maiores menos populares são cem ou duzentas vezes mais populares que estes. A maior parte dos deuses menores trancaram-se com seus deuses maiores nos Planos Divinos de sua origem, mas sabe-se que pelo menos um deus menor ascendeu à divindade após a criação do Portão Divino - o que o prendeu no Plano Material.
 

Olidammara

Chamado de Velho Risonho, este bardo itinerante ganhou a paixão de um dos deuses-menores de Hodor. Este, por sua vez, dividiu a pouca divindade que possua com o amante, que tornou-se também um deus. Seus alinhamentos uniram-se, alcançando um equilíbrio caótico e neutro. Olidammara vaga pelo continente de Ilienel, supostamente o único deus presente no Plano Material. Ele é adorado pelos ladinos e os bardos.   Aspectos: Música, Furtividade, Aventura.
 

Fharlanghn

O patrono dos viajantes. Ele encouraja todos a conhecerem o mundo e buscarem novas experiências. Se há um horizonte, Fharlanghn gostaria de estar lá. A criação do Portão Divino foi especialmente doloroso para este deus-menor, que entretanto tem sua angústia tranquilizada pelas músicas e canções que seu amante, Olidammara, traz de Centúria para ele. Muitos de seus seguidores são diplomatas e tradutores.   Aspectos: Horizontes, Novidades.

Type
Religious, Pantheon
Parent Organization
Deuses Apoteóticos
Location
Planos Divinos
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