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Luari

Os que se entregaram ao luar

Este grupo étnico é formado pela porção alessiana da Costa de Prata, herdeiros não só de antigas tradições élficas, mas também nibanesas. São homens e mulheres de estatura mediana, corpos magros e cabelos sempre escuros ou prateados. Seus olhos costumam variar entre tons de verde, azul e cinza. Mais raramente, é possível encontrar alguém com olhos violetas, uma herança dos proto-elfos que habitaram todo o continente. São um pouco introspectivo e contemplativo, que às vezes são mais cheios de si do que deveriam, mas cuja habilidade política, diplomática e espiritual é inquestionável.
— Ahmad Ichabod, Uma Perspectiva Ceriana, v.2
 
A cultura luari incentiva rituais quase dionisíacos em noites de lua cheia ou nova. Na ocasião de eclipses lunares, estes povos se tornam supersticiosos e usam incensos para comunharem com sua patrona, Nora, a lua pálida, em busca de esclarecimento e boa fortuna. Possuem notável aptidão arcana e um sofisticado sistema filosófico e literário. São um povo que acredita firmemente em destino e que não se diverte com jogos de aposta. O traço mais excêntrico dos luari é, talvez, o esquema de tatuagens que costumam fazer em seu peitoral ou costas. Tais esquemas trazem luas em diferentes fases e feições e só podem ser feitas após um ritual bem-sucedido de Lushivara, onde a própria Lua Pálida supostamente deita com seu seguidor, demonstrando seu afeto a ele.   Mais do que qualquer outra etnia centuriana, os luari são herdeiros do antigo Império de Ernas - na ocasião de sua queda, a cidade de Alessia foi tudo que restou daquela cultura élfica, e sem dúvida o único lugar em que se misturava pacificamente com as tradições humanas do local. O Domínio Alessiano - e talvez a Província Enumiana - são os únicos locais do Império em que ser um meio-elfo, ou mesmo elfo, não pode vir a ser um problema.

Naming Traditions

Feminine names

Ainent; Elient; Felia; Sine; Billia; Diase; Ansis; Helie; Elois; Liene; Ergent; Elis; Mersa; Carin etc.

Masculine names

Alan; Ancis; Gare; Hamond; Fansa; Gaisa; Altes; Gautev; Ades; Rigui; Johan; Eris; Allard etc.

Unisex names

Eleanor; Adeline; Chandler; Dior; Jules; Jade; Amelot; Alvia; Domenique; Celeste etc.

Family names

Estiegre; Larmagné; Ravenica; Sussier; Andinnes; Ginelot; Sumont; Suderi; Melville etc.

Culture

Major language groups and dialects

Diz-se luari o conjunto de dialetos e línguas tipicamente luarianas, já não mais empregada em comunicação cotidiana mas de grande importância litúrgica. É o idioma das escrituras clássicas da religião luariana e cada palavra está ancorada em um extenso sentido filosófico. Falar uma frase em luari é, na prática, discursar sobre o funcionamento a ordem e o caos.

Culture and cultural heritage

Os luari são mais do que um "pouco" contemplativos, mas o fato de serem o grupo étnico mais ligado à fundação do Império os fez desenvolver uma espécie de nacionalismo exacerbado que às vezes beira mesmo à xenofobia com outros povos - inclusive etnias mais distantes da capital, como a fierardi. Um luari será sempre um exemplo de virtude ou um incrível canalha. Dito isto, são conhecidos por pensarem antes de agir, e preferirem diplomacia à violência. Os luari são grande apreciadores de encontros sociais, ainda que pouco rígidos. Tais encontros costumam ser calmos, um espaço para discussões leves e elegância. Rituais mais dionisíacos, entretanto, ocorrem em ocasiões especiais, onde há festança, dança, incensos e transes hipnóticos, muito bebida e, ocasionalmente, orgias.   Os luari costumam banhar-se várias vezes ao dia. Associam noites nubladas a maus-presságios e são, no geral, figuras supersticiosas. Por este mesmo motivo, pouco se divertem em jogos de sorte, acreditando estarem desafiando aquilo que foi tecido como destino para eles. São bons leitores e escritores, dançarinos tímidos e pensadores desde a infância.

Common Dress code

Os luari costumam vestir-se em trajes leves e de adornos simples: camisões de meia-manga, cintas; calças folgadas de couro e/ou peles. Preferem sandálias a botas e quase ritualisticamente carregam colares com mementos de sua infância ou família. Os mais ricos favorecem tecidos elegantes mas não exagerados, como a seda. Homens e mulheres se vestem de maneira muito semelhante. Os trajes não costumam ser reveladores: o corpo feminino é sagrado na cultura luari, visto que a nudez feminina é reservada aos rituais luari para as Irmãs-lua.

Art & Architecture

A arquitetura luari favorece arcos, pontes-aéreas, torres e varandas; balcões. As casas mais típicas costumam não ter porta: são abertas para a rua através de grandes portais e antecedidos por jardins e muros baixos, o que naturalmente tornou-se cada vez menos comum com o aumento da densidade demográfica. O material mais comum é o mármore-lunar, utilizado principalmente em construções de grande importância. Adornos favorecem a prata ao invés do ouro, e gemas em tons azulados. A maior manifestação artística luari é, sem dúvida, a pintura e a poesia. A pintura é alegórica e colorida, vibrante; enquanto a literatura costumam investir em um lirismo subjetivo simbólico, imanentista e hermético, quase como se tentando recriar a experiência demiúrgica e dionisíaca dos transes.

Common Customs, traditions and rituals

Muitos dos hábitos luari perderam-se ao longo dos séculos, mas outros prevalecem até hoje. Um luari jamais entrará em um espaço que não seja seu, a menos que explicitamente convidado. Ele nunca rejeitará uma refeição oferecida a ele, mesmo que esteja cheio. Os luari costumam meditar ou utilizar ervas e incensos alucinógenos para induzir um estado de transe durante luas cheias. Também gostam de tomar banhos longos - demasiadamente longos, para alguns - e sempre que precisam matar um animal, rezam para que encontre paz na noite eterna.

Birth & Baptismal Rites

Normalmente a criança luari é "guardada" pela estrela mais brilhante e que, na ocasião de seu nascimento, está mais distante das luas. Após seu nascimento - que deverá ocorrer a todo custo à noite - ela é banhada ao ar livre, onde recebe seu nome. Uma anciã (a mulher mais velha da linha matrilinear) vai ler o céu noturno e dele interpretar um verso, que irá então sussurrar no ouvido da criança e da mãe. Esse verso é a frase-quori que, na morte, este novo ser terá que proferir para ser aceito nos braços de Nora e Selune.

Coming of Age Rites

Quando um homem ou mulher luari chegam à maioridade (14 anos), tem de passar por um ritual onde ingerem uma bebida de Ayahuasca. Elas entram então num estado de transe, onde comungam com seus ancestrais e os espíritos das luas, descobrindo a frase-quori que lhe foi dada no nascimento e tendo um vislumbre de seu destino.

Funerary and Memorial customs

A cultura luari crema seus mortos e, posteriormente, deposita as cinzas em pequenas gemas. Durante a Balada das Nove Noites (que acontece uma vez no ano), essas gemas serão depositadas em balões-lanternas que, por sua vez, são lançadas no ar para o céu noturno.

Common Taboos

Revelar a frase-quori de alguém; ver o corpo de uma mulher sem sua permissão explícita; necromancia.

Common Myths and Legends

Segundo contam os mitos, em um certo dia dos tempos do caos, uma mulher pálida contemplava, solitária em seu penhasco, as águas quietas do Mar dos Cristais. Todas as coisas do mundo precisavam encontrar esta mulher um dia, então a rejeitavam, obrigando-a à solidão. Vendo isto, uma grande feiticeira aproximou-se, dizendo, "permita que eu tome para mim esta maldição e sejas livre para ser novamente amada", ao que a mulher respondeu, "tudo que desejo é um amigo, não o amor de todo o mundo". A feiticeira, pensativa, disse-lhe então: "Eu lhe darei um amigo, se me deres aquilo que te aflige, pois para mim será uma dádiva". A mulher concordou, quieta, e a feiticeira trouxe então um machado e a partiu em dois; as duas metades caindo até as profundezas do mar. Logo as coisas de todo o mundo agora tinham que encontrar-se com a feiticeira, que satisfeita com a solidão, desapareceu numa nuvem de corvos. As duas metades, por sua vez, foram refletidas pela águas para todo o céu, tornando-se para sempre as duas luas: Nora e Selune, amigas eternas, irmãs que seriam amadas por todos no mundo.   Atribui-se a manifestação do conceito de finitude à existência das luas, que deram tal domínio, portanto, à Mãe dos Corvos. O começo da Era das Estrelas surge com as raças de Centúria abraçando a mortalidade e lentamente esquecendo os tempos em que tudo era eterno. As luas-irmãs e a Mãe dos Corvos são consideradas, portanto, deidades-parentes, o que faz com que os luari tenham também grande respeito pela morte.

Historical figures

A família imperial é tradicionalmente luari. A maior das figuras históricas deste povo é, provavelmente, Coralie Astrea, fundadora do Império de Ceres e Santa não só para a crença luari, mas todo o império. Outra figura importante é Cirius Alabaster, o primeiro de seu nome, declarado como o maior e mais poderoso arcanista de seu tempo até mesmo pelo primeiro Rei-Mago de Alyria. Ele deu origem ao título e casa Alabaster, bem como a academia que recebe seu nome.

Ideals

Beauty Ideals

Cabelos claros, em especial prateados, são a marca de um mau presságio. Aprecia-se cabelos escuros - quanto mais escuros, mais belos - e olhos acastanhados, em especial nos tons de âmbar. Ambos mulheres e homens parecem preferir parceiros mais baixos e de traços andrógenos.

Gender Ideals

Na cultura luari a linhagem familiar é matrilinear e a mulher é mais importante que o homem em todas as instituições ligadas à religião e ao poder.

Courtship Ideals

Idealiza-se com frequência o platonismo expresso; isto é, culturalmente prefere-se uma relação espiritual declarada que uma física. Grandes amizades são consideradas tão apaixonadas e apaixonantes quanto grandes romances. Casar-se não é uma prática luari, apesar do companheirismo costumar durar a vida inteira. Não há qualquer limitação quanto à qualquer orientação sexual, seja numa relação carnal ou não.


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