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Império de Ceres

Ceres é um império que encompassa enorme região litorânea, adentrando até as montanhas do continente. Muito de sua cultura é grandiosa e espiritualista, mas nos últimos séculos a decadência política tem se instaurado, corrompendo os ideais cerianos. Todo aventureiro já teve que lidar com um Mestre da Lei corrupto ou um nobre extremamente arrogante pelo menos uma vez na vida... mas às vezes esbarram em homens e mulheres honestos, fiéis aos princípios imperais e luari.

Na raiz do império ceriano está a cobiça humana, mas em sua fundação está a grandeza do poder da união desta espécie. Quando Coralie Astrea encerrou a Crise das Almas, todos os reis e condes que a seguiram em batalha juraram fidelidade ao "Aspecto de Nora" e sua terra natal, renomeada para que tivesse seu nome: o reino de Astrea, Estado Supremo do atual império.   Se estendendo por toda a costa norte do continente de centúria - desde Landor, no extremo oeste, até o fim da Costa de Prata, no extremo leste - o Império de Ceres é a maior potência naval, agrária e militar dentre seus vizinhos. Algumas décadas atrás, entretanto - na ocasião da Segunda Divergência - a linhagem imperial foi abruptamente cortada, levando a Ordem da Lua Pálida a assumir as rédeas no lugar da família imperial.   Desde então, a crescente insatisfação popular e política gerou uma fragilização de Ceres no continente. Após décadas de lealdade, o Grande-ducado de Leas, região subordinada à Astrea, rebelou-se, trazendo mais uma onda de conflito ao povo ceriano. Há rumores de que o Principado de Leriores, a sudeste, é responsável por financiar essa traição e silenciar os anões das Montanhas de Ferro.   Ceres também sofre com os efeitos de uma possível Terceira Divergência, cada vez mais próxima e óbvia, o que tem prejudicado ainda mais o funcionamento interno do império.

Structure

A Ordem da Lua Pálida governa juntamente ao Conselho de Astrea, cuja vontade é executada pelos três Grão-Mestres (Povo, Moeda e Guerra). Todos os reis e condes dos estados subalternos juram fidelidade ao conselho, mas cada estado possui seu próprio sistema político, que obrigatoriamente possui representantes da legislação imperial (mestres da lei e da guarda; senhores do povo, da moeda e da guerra).

Assets

Grande quantidade de metais e materiais preciosos, como prata-lunar, mithril, obsídia e mármore-etéreo; uma extensa reserva de carvão e madeira-branca; especiarias variadas provenientes de Nádia, Deepwater e ilhas dos arredores.

History

O império foi fundado em 17 da 1E, quando Coralie Astrea encerrou a Crise das Almas ao reconquistar a capital do reino de Alessia. Os reinos de Enari, Nádia e Landor juraram fidelidade à Coralie e a conclamaram santa. Dois anos depois, o Condado de Bruma também jurou fidelidade à então imperadora de Alessia. Em 61 da 1E, com a morte da imperadora-santa, a capital foi renomeada para Astrea e ao império deu-se o nome de "Ceres", supostamente título dado por Nora e Selune à heroína. Até o final da 1E, que durou 780 anos, Ceres havia absorvido todos os reinos e organizações menores da costa de prata.   Em 110 da 2E, durante a Primeira Divergência, Ceres entrou em guerra contra o Principado Leriano, que então controlava toda a extensão das Montanhas de Ferro e uma grande poção de terra a oeste de Ceres,. O império ganhou a guerra ao conquistar vários territórios ao norte - o equivalente ao grande-ducado de Leas.   Alguns anos depois, em 136 da 2E, os elfos se trancaram nas ilhas de Nuncavisto. A população meio-elfa e elfa do continente diluiu seu sangue ao longo de várias gerações, aumentando o potencial mágico da população. Até fazendeiros podem manifestar magia básica. Há quase tantos meio-elfos quanto humanos em Ceres.   A segunda era encerrou em 348, com o advento das grandes navegações e descoberta das civilizações de Endúria, a sudeste de Ceres. Na mesma década, em 342, o Reino de Alíria descobriu registros no Portão Divino que sugeriam o sumiço completo dos deuses primordiais quase mil anos atrás, bem como a natureza apoteótica de Nora e Selune. Assim iniciou-se a terceira era, que seguiu tranquilamente até o ano de 192 3E, quando uma Segunda Divergência ocorre e catastroficamente faz desaparecer a cidade ceriana de Ociarum, famosa por ser a terra natal da família arcana Alabaster.

Demography and Population

Banhado pelas águas prateadas de seu mar, este antigo Império traça suas origens a uma das maiores crises que as raças mortais experimentaram no mundo de Ilienel. Este é um continente de cores vermelhas e prateadas, de céu cerúleo e de etnias muito distintas.   Em Ceres vibra uma cultura ao redor das duas deusas-luas de Ilienel: Nora, a Lua Pálida, e Selune, a Lágrima Prateada. Rituais com incensos são feitos em noites de lua nova e festivais dionisíacos contemplam os eclipses lunares. Nas noites de lua cheia, aqueles que se atrelam à cultura quase religiosa da região acreditam estarem sendo observados pela divina-mãe e sua irmã. Essa cultura, somada às florestas e águas prateadas do território, fizeram com que Ceres seja por vezes chamada de "Terra de Prata".   O Império de Ceres cobre todo o litoral norte do continente de Centúria, desde Landor até o fim da Costa de Prata, e adentra o continente até os pés das Montanhas de Ferro e além. As grandes-capitais do império (Nádia, Enari, Bruma e Landor) alcançam facilmente mais de 60 mil habitantes. As cidades que orbitam essas capitais costumam ter em torno de 20 mil habitantes, enquanto Astrea chega aos incrívels 300 mil.   No interior, é comum a presença de vilas e vilarejos de 3 a 6 mil habitantes, principalmente humanos e halflings. No império ocidental é comum que as cidades rurais mais importantes consigam ofuscas suas capitais, devido ao desenvolvimento desenfreado da classe latifundiária e o poder político que esta tem exercido em detrimento do Estado Subalterno central.   O litoral de Ceres é a região de população mais densa e rica. Inúmeros rios adentram o continente por esse lado ou desaguam no Oceano dos Cristais, o que permitiu que um grande número de vilas e cidades se desenvolvessem, das quais se destacam algumas das capitais do Império - antigos reinos, unidos sob uma mesma coroa através da diplomacia ou da batalha.

Territories

Desde as praias landorianas do sudoeste até a costa niveriana, no nordeste, e as Florestas Negras de Lousilia, a sudeste. Ocupa, portanto, toda a Costa de Prata, e estende-se ao sul, adentro do continente. No centro do império estão o Vales Coralie, que pela maior parte da história foi uma região temperada cercada por florestas decíduas. A sudoeste estão primeiro as Campos de Juvia, onde a maior parte da atividade rural ocorre (sob controle do reino enumiano), extendendo-se até parte das Montanhas de Ferro. Continuando neste sentido encontramos os planaltos landorianos, cobertos pela sombra das montanhas. Partindo do centro do império para o nordeste, encontramos as grandes florestas fechadas de extendendo-se até Fei Niveres e convertendo-se, posteriormente, na Grande Floresta de Juhal, em território do reino enumiano. No sentido sudeste, partindo do Vales Coralie, encontramos as Serras Nibeniesas de Bruma, cujas florestas negras fazem fronteira com o Principado de Leriones.

Military

A Santa Imperadora, Coralie Astrea, reorganizou a estrutura política do Império, bem como seus órgãos militares. Foi nessa ocasião que a Companhia de Prata foi forjada e, séculos depois, o Exército Auxiliar de Ceres.

Posições de Nota:

  • Grão-mestre da Guerra: general da Companhia de Prata e do Exército Auxiliar de Ceres. Obedece apenas ao Conselho de Astrea, órgão supremo-comandante de Ceres. O Grão-mestre da Guerra é tradicionalmente um nobre ou militar extremamente distinto escolhido pelo Imperador de Ceres (agora, pelo Conselho). O atual grão-mestre da guerra é Líria Cordélia.
  • Senhores da Guerra: estacionados nas capitais do império; parte das cortes reais. Estes indivíduos gerenciam e supervisionam a atuação das legiões, de acordo com as vontades do Grão-mestre da Guerra. Os Senhores da Guerra são tradicionalmente membros da nobreza escolhidos pelo reis de Ceres.
  • Legados:  o maior cargo militar de oficial dentro da Companhia de Prata. Em tempos de guerra, assume o ofício de Senhor da Guerra. Em tempos de paz, administra o treinamento, conscrição e formação de novos soldados para a Companhia.
  • Tribunos: chefes diretos dos cohortes, segundo maior cargo militar de oficial em Ceres.
  • Quaestores: chefes diretos dos quaesars, terceiro maior cargo militar de oficial em Ceres.
  • Conturis: chefes diretos dos conturas, quarto maior cargo militar de oficial em Ceres.

Corpos Militares:

  A Companhia de Prata é a força militar principal de Ceres, atualmente com 16 mil soldados divididos em seis legiões. Cada legião é liderada por um Legado, fiel ao Senhor da Guerra da capital responsável por administrar a legião. As duas legiões alessianas possuem 4 mil homens cada; as demais legiões possuem 2 mil homens cada. As cores da Companhia de Prata são cerúleas e brancas/prata e o tempo mínimo de serviço é dez anos; a força é voluntária e conscrita.   Possui mais prestígio que o Exército Auxiliar de Ceres, pois é composta inteiramente por cidadãos cerianos. Gozam, assim, de privilégios extras e soldo superior, além de equipamento de maior qualidade. Está organizada da seguinte maneira: Conturas: 10 homens liderados por um Conturis (o que é de se esperar, pois as tendas-de-campo da Companhia compartam um máximo de dez homens Quaesar: 100 homens, cada Quaestor controla 10 Conturis; Cohortes: 1000 homens, cada Tribuno controla 10 Quaestores; Legião: 2000 até 4000 homens, cada Legado controla até 4 Tribunos. Quaestores e Tribunos vão de 1º a 10º, sendo o 1º o de hierarquia mais alta. Sete cohortes são compostos por infantaria-pesada; homens e mulheres cerianas que trajam Cotas de Prata (armadura pesada + cota de prata-lunar três cohortes são compostos por infantaria-batedora, carregando consigo arcos longos e cotas de prata-lunar por baixo das cores de Ceres. A Companhia de Prata não possui cohortes de magos-de-batalha ou cavalaria.   O Exército Auxiliar, por sua vez, é conscrito e acionado em tempos de guerra, sempre que necessário. Esse corpo militar possui a mesma organização hierárquica que a Companhia de Prata, mas todos os seus oficiais são considerados "auxiliares", de maneira que um Tribuno da Companhia de Prata tem mais poder que um Tribuno do Exército Auxiliar. É comum que tenha maior diversidade de raças em sua composição. Os legados-auxiliares obedecem apenas ao Grão-mestre da Guerra.

Technological Level

A vanguarda científica de Ceres é a cultura fierardi. Estes navegadores engenhosos recentemente descobriram a pólvora, ainda que em pequena escala, e arranjam um jeito de trazer os navios para a terra, veículo que chamam de klevas. Também são responsáveis pela introdução da bússola à Centúria e produzirem os telescópios de melhor qualidade do continente. No Império Central, é comum encontrar canais aéreos, engendrados por magia, e pequenos aparatos de levitação mínima são usados regularmente em casa, bem como outras magias de baixo nível, operadas por objetos de princípios "científicos" - uma prática comum em Alíria, mas não no resto de Centúria. Magos e feiticeiros costumam ser tremendamente respeitados ou temidos mesmo em centros urbanos, onde são vistos com mais frequência, justamente por facilitarem, com a magia, quase todo aparato ou prática tipicamente feudal.

Religion

Além do culto às Irmãs-Luas, é comum que outros membros do Panteão Moderno sejam cultuados. Fala-se, também, de um culto herético e radical contrário à religião luari, mas ainda envolto em mistério e secretividade.

Foreign Relations

O Império de Ceres está em guerra com o Grande-ducado de Leas e em um sério estado de animosidade com o Principado de Leriones, ao oeste. Possui uma boa relação com o Reino-anão de Balin, das Motanhas de Ferro, e tem por protetorado a confederação de Deepwater.

Agriculture & Industry

O Império Ocidental é um grande produtor de grãos, com o reino enumiano (Enari) sendo responsável pela alimentação de quase todo o império. Mais a oeste, um grande mercado marítimo é estabelecido entre o reino nadiano (Nádia) e Deepwater. No leste há menos agitação econômica, apesar do mercado marítimo também triunfar. O império central - isto é, Astrea e seu domínio original - é um berço de magia, tecnologia e cultura, tendo usufruído da riqueza fornecida pelo leste e oeste ao longo das últimas duas eras.

Trade & Transport

Por mar, o Império possui relações saudáveis com seu protetorado, Deepwater, principalmente através de Nádia e Enari. As mercadorias são transportadas em grande quantidade através de galeões manjestosos, típicos da cultura fierardi. No extremo leste, Landor também tem rotas marítimas de mercado com Alíria, ainda que em escala visivelmente menor. A maior parte do mercado ceriano ocorre por via terrestre. O império usa o Caminho Imperial para escoar seus bens por todo o território, bem como levá-lo até as nações vizinhas. Negócios com Leriones têm se tornado cada vez piores com a tensão política crescente entre os vizinhos políticos, mas Ceres ainda tem saudável relação com os anões de Balin, nas Montanhas de Ferro, e em menor escala com Alíria, através das montanhas. Todo tipo de bem está na rede-mercantil de Ceres, desde minérios e tecidos até grãos e arte, mas o tráfico de escravos é terminantemente proibido há pelo menos seiscentos anos, uma postura política esperada dada a aversão milenar dos povos cerianos ao escravismo.

Education

É comum que pelo menos 70% da população urbana saiba matemática intermediária, além de escrever e ler em pelo menos duas línguas. Isto porque a escrita é uma prática muito importante na lógica ceriana: ela é uma manifestação de poder. Os mais ricos aprendem matemática avançada (na prática) e o máximo de línguas possível, além de manifestações literárias da dita língua. Arcanismo também é ensinado em Ceres. Há duas grandes Academias Alabaster - uma em Astrea e outra em Bruma, onde magos e feiticeiros podem fazer um teste para serem admitidos como estudantes. Há sectos informais de ensino, práticas orais ligados às raízes culturais de certos povos, como os habitantes dos pântanos amidianos. A ciência - sem a magia - é uma novidade extremamente recente em Ceres. Há apenas um cientista em Ceres, um convidado da família Alabaster. Eles publicou livros que serviram de inspiração para uma nova tendência: a união de magia e tecnologia material, cujos estudiosos e praticantes são chamados de artífices. No mais, dentro de certas culturas cerianas, a magia é uma tradição geracional e mesmo os mais simples e ignorantes podem manifestá-la em doses rudimentares através de rituais normalizados como "práticas sociais".

Infrastructure

Tendo extensão considerável, é de se esperar que as diferentes culturas cerianas levem à maneiras diferentes de lidar com as necessidades do povo. As terras sob influência luari contém grandes aquedutos e cidades de arquitetura grandiloquente; sistemas de escoação e drenagem, esgotos; perímetros defensivos; fortes e fortalezas que guardam pontos estratégicos ou, ainda, o Caminho Imperial, estrada que corta toda a dimensão ceriana. Mais a oeste uma cultura rural (shuriana) se desenvolve em paralelo a uma litorânea (fierardi), às vezes de forma heterogêna, às vezes através de uma mescla cultural. Aquedutos trazem água para as cidades maiores quando necessário, e moinhos de vento e água são vistos em grande número nas vilas e cidades menores. Há casos, entretanto, da influência luari na arquitetura ocidental, como é o caso de Sargis. No oriente, a lógica feudalista de Ceres dá espaço para povos e vilas com autonomia quase completa, muitas vezes em maus termos uma com as outras. Estes povos conhecem bem suas trilhas (que são muitas) e criam águias e falcões como companheiras pelas florestas, vales e montanhas de Landor.

Mythology & Lore

Um dia, em tempos primordiais, uma mulher pálida contemplava, solitária em seu penhasco, as águas quietas do Mar dos Fantasmas. Todas as coisas do mundo precisavam encontrar esta mulher um dia, então a rejeitavam, obrigando-a à solidão. Vendo isto, uma grande feiticeira aproximou-se, dizendo, "permita que eu tome para mim esta maldição e sejas livre para ser novamente amada", ao que a mulher respondeu, "tudo que desejo é um amigo, não o amor de todo o mundo".   A feiticeira, pensativa, disse-lhe então: "Eu lhe darei um amigo, se me deres aquilo que te aflige, pois para mim será uma dádiva". A mulher concordou, quieta, e a feiticeira trouxe então um machado e a partiu em dois; as duas metades caindo até as profundezas do mar. Logo as coisas de todo o mundo agora tinham que encontrar-se com a feiticeira, que satisfeita com a solidão, desapareceu numa nuvem de corvos. As duas metades, por sua vez, foram refletidas pela águas para todo o céu, tornando-se para sempre as duas luas: Nora e Selune, amigas eternas, irmãs que seriam amadas por todos no mundo.

"Não há noite sem luar."

Founding Date
17 EE (17 1E)
Type
Geopolitical, Empire
Capital
Grande-capital: Astrea
Alternative Names
Terra de Prata; Império Alessiano; Império de Astrea
Demonym
Ceriano
Leader
Ea
Head of State
Isidore von Malabranche
Head of Government
Conselho de Astrea
Government System
Theocracy
Power Structure
Feudal state
Economic System
Traditional
Currency
Mesecs (Ouro), Varis (Prata) e Galenis (Bronze)
Major Exports
Prata-lunar; Mármore-lunar; Obsídia; Madeira; Pólvora; Fogo-vivo; Cobre; Prata; Grãos; Especiarias das Ilhas Nath
Major Imports
Tecidos; Navios; Cerveja anã; Adenisa
Legislative Body
Conselho de Astrea
Judicial Body
Senhores do Povo
Subsidiary Organizations
Deities
Location
Centúria
Official Languages
Neighboring Nations
Notable Members
Related Ethnicities

Cooperação Histórica

Relação Pragmática


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